Hipocrisia? (2)

 Acho curioso como nossas opiniões e objetivos são sujeitos a mudanças.
Há não tanto tempo assim, eu dizia que jamais seguiria no caminho “padrão” do mundo acadêmico: defender o doutorado e fazer um pós-doc após o outro até conseguir passar em algum concurso para docente em alguma Universidade.
Quando terminei o doutorado, sentia-me cansado, exausto, saturado. Estava muito feliz, disso não há dúvida, mas estava cansado. Não imaginava que meu futuro estivesse no mundo acadêmico, e que seria capaz de encontrar algum outro ramo de atividade. Quando defendi, já era professor em uma universidade particular, onde não há atividades de pesquisa (pelo menos, na minha área), e já prestava atenção a concursos para outros cargos.
Hoje em dia, depois de algum tempo um pouco afastado da academia, e mais próximo do mercado de trabalho, percebo que o que eu realmente precisava era de algum tempo para amadurecer. Os últimos anos têm sido intensos, para dizer o mínimo, e agora começo a perceber que a vida acadêmica se encaixa melhor no meu perfil. Começo a repensar o que dizia tempos atrás, e noto que me faz muito bem esse “sabático”. Correndo o risco de parecer hipócrita (o que, aliás, não acredito que seja o caso), estou disposto a voltar ao roteiro original.
Claro, isso tudo é apenas especulação. Há muitos fatores a considerar, e não se pode “contar com o ovo dentro da galinha”.
Veremos.