Solidão?

Estou com a impressão de que estou revivendo certos momentos da vida, de quando eu morava no CRUSP. Naquela época em andava meio solitário, e uma onda depressiva meio que tomou conta…

Eu não tinha me dado conta disso até ler Harry Potter e o Enigma do Príncipe. A parte boa é que eu finalmente me identifiquei com algum personagem – justo com o Harry. A parte ruim é que isso justamente me deixou meio pra baixo, por causa dos acontecimentos do fim do livro (que não vou contar aqui).

Me sobreveio uma sensação parecida com o post anterior, uma coisa meio estranha, que não sei descrever muito bem. Só que é algo meio “depressivo”, por assim dizer, já que não consegui parar de pensar no que li, e nas semelhanças daquilo com a minha própria vida. Claro que, no fim das contas, é só uma história, mas… sei lá, não é algo que eu saiba explicar. Só sei que não consigo deixar de pensar nisso, e fazer uma certa analogia com a minha própria situação.

Já tive essa sensação antes. Fico com tendência a deixar a mente vagar, ficar vagando sem se fixar em nada…

Não tô falando coisa com coisa.

Vulnerabilidades

Acho que ando meio vulnerável. Não sei explicar o porquê.

Não é como se eu estivesse sozinho há alguns dias (já lá se vão 7 meses), mas ultimamente tenho sentido uma solidão que não sentia há muito.

Sinto falta de alguém do meu lado.

Sem mais o que dizer, é melhor ficar calado.

Vácuo literário

No último post eu estava falando sobre indecisão e preguiça. Como vocês poderão logo notar, se acompanharem este blog, raramente eu tenho inspiração suficiente pra escrever daquele jeito. Em geral, apesar de saber o que quero dizer, tenho dificuldade em arrumar palavras pra expressar a minha mensagem.

Nem sempre foi assim. Uma das minhas matérias preferidas no colégio era justamente Técnicas de Redação (com a inigualável Deusita). Eu estava sempre escrevendo alguma coisa diferente, sobre algum assunto diferente. O pouco que sei sobre técnicas de narração e dissertação aprendi naquela época (que já vai longe).

Provavelmente a falta de prática me fez ficar assim, sem palavras. Eu me lembro que, na época, cheguei até mesmo a escrever alguns poemas; quando eu os leio, hoje, me sinto um mané, me lembrando das coisas que me passavam pela cabeça quando escrevi a maioria deles. Cheguei até mesmo a arriscar um haikai, coisa pequena, uma estrofe só, mas depois que entrei na faculdade, tudo isso passou.

Seria equivocado pensar que o ritmo acelerado de cursar um bacharelado em Física tenha sido o responsável pela repentina interrupção da minha “carreira literária”. Até mesmo porque, naquela época, eu mal estudava, pra ser honesto. No começo era porque não tinha tempo mesmo – passava cerca de seis a sete horas por dia dentro de um ônibus. Mas, depois, quando comecei a morar no CRUSP, eu morava a quinze minutos a pé da faculdade, e mesmo com todo esse tempo livre a quantidade de tempo que eu dedicava aos estudos não mudou muito.

Sabe como é, quanto mais tempo livre a gente tem, mas bobagem a gente arruma pra fazer. Foi mais ou menos nessa época que comecei a jogar RPG. Mas eu não estou reclamando – começar a jogar RPG foi uma das melhores coisas que me aconteceram no CRUSP.

Enfim, voltando ao tema inicial, o que interessa é que, depois que saí do colégio, escrevi muito pouco. O que não quer dizer que eu não tenha escrito nada, que fique bem claro. Escrevi alguns fanfics… até mesmo criei um site dedicado a isso, site esse que encerrei na virada deste ano, depois de quatro anos de atividade.

Só recentemente eu tomei um pouco de coragem e comecei a escrever algo realmente original – uma estorinha que deve virar quadrinho on-line no mushi comics assim que houver tempo pra esse projeto andar pra frente. Eu só espero ter a capacidade de dar continuidade a ela de maneira adequada. Uma das minhas maiores preocupações toda vez que começo a escrever uma história (e comecei um monte delas…) é terminá-la. Infelizmente, de todas as que comecei, só uma eu realmente consegui terminar a contento. As outras pararam no meio do caminho por falta de imaginação ou por mera perda de interesse… o que me deixa bem triste. Odeio deixar as coisas pela metade.

Enfim, de qualquer maneira, dentre os vários projetos que tenho pro ano que vem, um deles é justamente voltar a escrever com maior freqüência, e não apenas as narrativas que tenho, de um jeito ou de outro, praticado, mas também as dissertações.

Especialmente as dissertações, pra ser honesto.

Indecisão e preguiça

Indecisão é uma das coisas que eu menos consigo tolerar. Não sei por quê, mas a inabilidade de uma pessoa de decidir de uma vez o que quer me deixa maluco. E, ironicamente, é uma característica recorrente minha. Eu sempre tento evitar, mas às vezes não tem jeito e eu fico sem saber o que escolher. É o caso deste blog, por exemplo. Comecei ele pensando em simplesmente utilizá-lo pra colocar umas bobagens nérdicas aleátórias (ou seriam randômicas?), e no fim das contas mudei de idéia e vou acabar fazendo isso na Panela.

Mas não é disso que eu ia falar, embora seja importante especificar o que acabei de mencionar.

O fato é que a preguiça é, acredito, um dos meus piores defeitos. Eu passo a maior parte do tempo reclamando de quanta coisa tenho por fazer, de como estou ferrado com pendências e et cetera, mas no fim das contas, quando finalmente tenho tempo de acertar tudo isso e colocar as coisas em dia, acabo enrolando indefinidamente até que, quando o feriado está quase acabando, fico me auto-ofendendo e reclamando de como sou um completo idiota.

Na verdade eu deveria é tomar vergonha na cara e praticar um pouco mais a minha força de vontade. Isso eu já sei, o que me falta agora é fazer isso. Pelo menos, desta vez, algo já está diferente: tomei consciência da minha própria fraqueza antes que seja tarde demais. Mas, novamente, a preguiça impera, e o tempo vai se esvaindo enquanto eu fico enrolando.

Não posso deixar de me culpar, porque no fundo sei que só cheguei ao sétimo ano de Física (e com um currículo nada invejável) por causa disso – é uma das poucas coisas que me arrependo de ter feito. Infelizmente não se pode voltar no tempo tendo o aprendizado das experiências que já vivemos. Se houvesse algum Doc Brown por aqui eu já teria feito isso há muito – e a história da minha vida acadêmica teria sido bem diferente.

Em geral eu não me preocupo com questões do tipo “o que você faria se pudesse voltar no tempo”, mas isso em particular é algo que eu mudaria – mesmo que eu não saiba como. De qualquer maneira, como se trata apenas de um fútil exercício de imaginação, não faz muita diferença. Eu só queria poder parar de ficar imaginando como seria a minha vida se certas decisões que tomei no passado tivessem sido diferentes. Não raro eu fico meio deprimido quando penso nisso…

Há muito que venho pensando nesse tipo de coisa, mas nunca tinha encontrado motivo ou vontade de colocar isso em palavras – muito menos num blog. “Mas”, pensei, “e daí?” Afinal de contas, cheguei à conclusão que uma das idéias de ter um blog é justamente compartilhar experiências. Certas coisas merecem ser ditas – quem sabe eu possa ajudar alguém a evitar o caminho desastroso que percorri? É uma idéia meio ingênua, mas não me importo muito. Não dizem que o que vale é a intenção? Também dizem que de boas intenções o Inferno está cheio, mas esse é um fato que eu assumo como incorreto, então ele se torna vazio de significado. Mesmo que ninguém sequer chege a ler isto, minha consciência já descansa um pouco mais tranqüila, porque de um jeito ou de outro coloquei isso pra fora.

E agora chega de escrever. Já são quase oito da noite e tenho prova de Quântica amanhã.

Pra quê?

Pois é, pra quê. Eu já tenho um blog, pra quê ia querer criar outro?

A resposta é bem simples: sei lá. A princípio a idéia é colocar assuntos diferentes em cada um, deixar um mais pessoal e outro mais… errmm… “não-pessoal”.

Já tava com coceira pra criar outro faz um tempo. Aí hoje fiz um post um pouco mais reflexivo no atual e percebi que certas coisas não combinam…

Verdade seja dita, certas coisas nem deveriam ser colocadas num blog. Qualquer um pode ver, é meio estranho saber que qualquer pessoa que quiser fica sabendo de certas coisas… pode ser meio constrangedor. É nessas horas que cabe um pouco de critério pra saber o que escrever e o que não escrever. Na maior parte das vezes eu tenho tido esse critério.

Mas às vezes escapa.

O que não quer dizer que, só porque agora tenho este aqui, o outro vá ficar com essas coisas. Um fica pra eu depositar a minha dose periódica de paranóia e outro fica pra colocar as besteiras e viagens nérdicas que me ocorrem no dia-a-dia.

Em resumo, se querem algo mais sério e reflexivo, voltem pra Panela. Se querer ver besteiras, abobrinhas e piadas sem graça, sejam bem-vindos.

Se é que alguém vai ler esta porra.

Whatever.

Incrível como eu tenho a mania besta de fazer parágrafos curtos como o acima. Sei lá, eles parecem ter um efeito legal. Mas é meio idiota.