Old dog, new tricks.

Quinta-feira faço meu exame teórico para obtenção da carteira de motorista.

A princípio, nada demais, todo mundo passa por isso. O que realmente me incomoda é a sensação de esse exame ser meio inútil, porque a menos que todo mundo com quem conversei a respeito tenha combinado de me enganar, o exame parece ser coisa de imbecil – só mesmo um analfabeto ou um completo sem noção pra não passar nessa prova.

O que, de certa forma, não é de todo surpreendente, considerando o país onde eu vivo. Mas o que realmente me deixa puto é o fato de que o exame prático não parece ser muito melhor. Pelo que vejo, tenho três opções: dar (muita) sorte e pegar um examinador rigoroso, que fique pentelhando com cada detalhe, ou cair em um de dois desdobramentos indesejáveis: aceitar ou não a oferta de “comprar” o exame. Se eu aceitar, eu passo mesmo que não saiba nem onde fica o acelerador; se eu não aceitar, não passo nem por decreto.

Isso tudo preocupa bastante, porque eu certamente não vou dar nenhum centavo pra examinador corrupto. Tenho destinos mais honrosos pro meu dinheiro – que não vem fácil.

Mas, de um jeito ou de outro, estou ansioso para começar logo as aulas práticas. Aprender a dirigir é algo que venho adiando há quase dez anos, e hoje em dia me arrependo de não ter aproveitado a chance quando pude. De qualquer maneira, não adianta chorar sobre o leite derramado, e é melhor fazer isso logo de uma vez – quanto antes, melhor.

De fato, 2008 tem sido o ano em que tenho posto em dia velhos desejos do passado. Um deles é aprender a dirigir. O outro é ter finalmente um instrumento e aprender a utilizá-lo.

Por sinal, agora minha Les Paul tem nome: Darlene. A referência eu não explico – acho mais divertido ver as pessoas tentando adivinhar. Se bem que A essa altura do campeonato bastante gente já deve saber de onde vem, porque a Quel fez o favor de spoilar tudo. Bad, bad Quel.

Comecei as aulas de guitarra ontem, e o professor me passou uma montanha de exercícios. O bom é que fazer esses exercícios já melhorou sensivelmente meu desempenho. Sim, isso mesmo: de ontem pra hoje já deu pra perceber a diferença. Claro que entusiasmo conta muito nessas horas, mas é muito gratificante ver que estou progredindo em coisas como trocar acordes e dedilhado. Estou bem animado pra ver quando sai a primeira música inteira.

Eu só queria poder voltar a sentir esse tipo de entusiasmo com minha dissertação.