Primeiro mês

Anteontem completou-se um mês desde que cheguei a Buenos Aires.

Nesse meio tempo conheci muita gente de vários lugares diferentes, conheci muita coisa, experimentei outras. Aprendi muito. Corri riscos. Aprendi com erros do passado, procurei novos erros para cometer. Na verdade, este mês valeu por vários.
Uma coisa é certa – se vier a Buenos Aires, não ache que porque está perto do Brasil o seu banco vai ser de alguma ajuda. Previna-se de todas as maneiras que puder. Aqui há agências de vários bancos que são encontrados no Brasil: Itaú, HSBC, Citibank… mas não conte com usar seu cartão sem antes passar por alguma burocracia. Vá até sua agência, mostre seu cartão (e tenha certeza de que sabem qual tipo de cartão é o seu) e confirme se vai funcionar. Não saia sem a certeza de que está tudo em ordem. Não suponha que simplesmente tudo vai dar certo. Se você é cliente do Banco do Brasil saiba que, ao contrário dos outros bancos (que na verdade são contrapartes argentinas dos brasileiros), eles têm uma agência no Microcentro (San Martin 363, 2° andar) – mas não conte com ela para muita coisa. A menos que te aconteça um desastre, talvez seja uma boa idéia procurar a embaixada de uma vez para pedir ajuda. O segredinho sujo que o BB não conta é que, muito embora haja caixas eletrônicos lá, eles têm o saque desabilitado. Não só isso, mas a agência é corporativa, o que significa que você não vai poder entrar casualmente e pedir qualquer coisa ao caixa. Também é bom saber que se você é portador de um cartão de crédito e algo acontecer ao seu cartão, você estará em maus lençóis. Os carões de emergência que as administradoras mandam nessas ocasiões não são aceitos pelos bancos argentinos – deveriam, mas não são.
Minha dica é trocar seus reais por pesos antes de sair do Brasil e carregá-los em uma doleira. Se você for passar um período de tempo mais longo (como é meu caso), considere a opção de combinar com um amigo para ele te transferir o dinheiro via Western Union caso não seja possível usar seu cartão no exterior. A menos, é claro, que esteja vindo para trabalhar, aí o jeito é abrir uma conta num banco daqui mesmo. Fica a dica.
Eu queria ter feito um post diferente ao completar um mês na Argentina. A verdade é que estou adorando este lugar. Buenos Aires já é uma das minhas cidades preferidas. Meu próximo post será sobre isso. Infelizmente depois do que eu passei com relação a bancos e dinheiro nos últimos dias, achei que era importante dizer essas coisas. É realmente patético o fato de que, em um mês na Argentina, quem mais me ferrou a vida foi uma empresa do meu próprio país. Maldito seja, Banco do Brasil. Maldito seja.