De repente…

…daí você está lá, zapeando por emails antigos. E, do nada, um email completamente sem sentido, sem nenhum texto que tenha qualquer serventia, uma mensagem quase fútil, trocada depois de ter combinado alguma coisa numa conversa qualquer…

Daí você vê o remetente.

“keinu”.

E sente aquela dor no peito, uma faca cega e quente cortando pele, carne, osso e tudo mais que vê pela frente…

Há quase dez anos atrás eu perdi o chão. Perdi minha identidade, minha referência, meu consolo, minha tábua de salvação. O sujeito que me conhecia melhor que eu mesmo, que sempre foi fonte de incentivo e orientação.

O cara que…

…deixa pra lá.

Caralho, como ele me faz falta.