(In)Consciência Negra

Hoje, dia 20 de novembro, é dia da Consciência Negra, dia que será oficial em todovo país depois que a Dilma sancionou lei sexta passada. Pra mim, esse dia poderia muito bem se chamar “Dia Nacional do Racismo”.

 Quero deixar uma coisa clara logo agora: não, não sou racista. E, se fosse, diria logo na cara, quem me conhece sabe disso. Acontece o seguinte: como já disse o Morgan Freeman, o melhor (único) jeito de deixar o racismo para trás é não falar dele.

Não dá para dizer que não existe racismo se as pessoas precisam de um dia pra pensar sobre a “consciência negra”. Isso não acontece por decreto. Isso só tem chance de acontecer através da educação. E não é só através da educação formal, que a gente consegue na escola, mas também daquele tipo educação que anda tão raro hoje em dia, aquela que a gente traz de casa. Os pais largam a educação dos filhos na mão dos outros e o resultado são moleques mimados, mal educados e “politicamente corretos”, com um discurso ensaiado de igualdade mas com uma mente corrupta. Educar não é fácil, mas é necessário. Mais ainda, não existe caminho absoluto no que se refere a isso, cada criança aprende de um jeito. Conheço pessoas que apanhavam por qualquer coisa que viraram ótimas pessoas e conheço outras que foram criadas de maneira “pedagogicamente correta” e são verdadeiramente insuportáveis.

Muito se fala que “somos todos iguais”, mas escolhem um dia para separar uma “raça” e colocá-la acima das outras. Como se raça existisse! Muito fácil só dizer que raça existe quando favorece este ou aquele setor.

Esta, aliás, é a mesma discussão do “dia da mulher”. É estúpido! A igualdade só será alcançada se as diferenças pararem de ser levadas em conta. E isso só vai acontecer quando as pessoas deixarem de dar importância a elas!

É realmente triste que negros tenham sido discriminados através da história. E os judeus, cristãos, árabes, ciganos, homossexuais, velhos, inteligentes, céticos e tantos outros? Tantas pessoas foram perseguidas por tantos motivos, então por quê em só um desses casos se procura tanto compensar isso? O passado é passado, e não vai ser mudado pelo que fazemos no presente. Mas o que fazemos agora vai afetar o futuro, e é isso que é necessário ter em mente. Um dia no qual um certo “tipo” de pessoa é elevado acima das outras é plantar as sementes para mais desigualdade. Criar condições desiguais agora não vai eliminar as desigualdades do passado, mas pode muito bem criar desigualdades no futuro.